Bye, bye Johnny. Foi muito bom te conhecer, mas não foi dessa vez. Você é um cara gente boa e respeitador, como diria minha sábia vózinha. Johnny, bye, bye. Obrigada por ser um menininho direito e não passar a mão nos meus peitos. Foi bom cheirar o seu cangote e suas roupinhas lavadas pela mamãe. Achei genial nossas conversas descabidas e o ‘embassa’ pro tal beijo na boca. Mas, querido Johnny, quando te conheci estava tão bêbada e já era tão tarde que você não devia ter acreditado no meu sorriso bêbado e no meu hálito de trident misturado com tabaco. Querido Johnny, sou uma pessoa rigorosa em sã consciência e se tivesse te conhecido cinco horas antes e trocado apenas duas palavras com você teria fugido e corrido. Por quê? Quer que eu explique com fantoches? Você disse “eu ‘se’ sinto” e eu pensei OKAY. Você não sabia acentuar nenhuma palavra. Usava gírias irritantes e repetitivas. E tinha dificuldade em entender a diferença de ‘mas’ e ‘mais’. Querido Johnny, você me pegou numa fase ruim. Antes de acontecer um monte de coisa, que aconteeu na minha vida, eu não me importaria com nada disso, mas, agora, já cansei de caras como você. Que não tem perspectiva pra nada e vive dentro de um filme imbecil, comendo junkie food, roubando cigarros da mãe e fazendo lutinha com os amigos. Acredito que por ai tem um monte de menininhas doidas por você, mas eu, meu bem, gosto de ‘ homem macho’, não precisa ser bonitinho, só bonitinho, prefiro alguém que use vírgula e tenha lido pelo menos o ‘pequeno príncipe’. Sim, sim. Você não é pra mim. Quem sabe se eu tive quarenta e desesperada para dar. Mas agora não, não. Eu não sou pra você. E é só isso e pronto e acabou e agora #morri.
Escrito por Jésika Bassanezi às 22h51
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Fico impressionada, com a minha cara verde e minha olheira gigante, marcando minha cara numa segunda-feira pela manhã. Aquela ressaca do final de semana, que durou dois/três segundos, irão se estender até a eterna quarta cinza. Meu sorriso amarelo pro porteiro, cobrador, motorista, a mulher que me atende e traz o café, as pessoas do trabalho, meu sorriso amarelo tem vontade de dormir mais 4 horas na segunda e assistir a ‘lagoa azul’ na sessão da tarde. E qualquer reprise de novela que se passe no Leblon, terra onde todo mundo é rico e só se come salada de atum a livraria do Toni Ramos. Segunda, é o dia que o trem está cheio e contraria a famosa lei da física, sobre dois corpos não ocuparem o mesmo espaço. E me dá dor de cabeça, gente me empurrando o povo quer subir, pagar e descer, daquele maldito ônibus e daquele maldito trem, tudo ao mesmo tempo. E tem segundona toda semana, como se fosse uma penitencia por estarmos vivos. Pra completar aquela manhã que me dá vontade de morrer, um passarinho caga na minha blusa e na minha bolsa. E fica comprovado que até a natureza tá me mandando a merda, literalmente. E minha tendinite ataca e dói. E a cada segunda eu fico mais míope e perco ônibus ou dou sinal pra todos que passam no ponto, porque não enxergo quase nada. E toda segunda-feira eu quero mudar de mim, mudar de vida, mudar de roupa. Mas sempre faço ao contrário. Me arrasto, pego a roupa que sobrou do fim de semana e venho e volto só por osmose de ser ‘ser’. Chato, tédio. Não é sempre, é só porque é segunda. E a segunda é chata, pois ela tem raiva de ser o segundo dia da semana e não o primeiro. Quero doce, colo e uma horinha de risada com qualquer coisa que me faça esquecer que hoje é sempre o pior dia da semana!
Escrito por Jésika Bassanezi às 10h59
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Da arte de escolher, escolher e ficar com qualquer coisa. Acabou a coca light, então, eu aceito uma Dolly. Acabou a carne de primeira, eu fico com a de segunda engordurada. Acabou o café fresco, eu fico com o de ontem, requentado 13 vezes. Acabou o pão de forma, eu fico com o francês. Acabou a roupa bonita da promoção, eu fico com a blusinha vagabunda. Só tem resto de roupa na gaveta, eu faço a combinação mais ridícula e vou pra rua. Não tem mais sapato 37, eu uso o 35 e arranco meu dedão. Acabou o chocolate, eu como uma maça – debutante da fruteira. Game over das escolhas, então eu escolho qualquer coisa. Você troca 50 pilas por um escorredor de alface? Sim, sim. Qualquer coisa, só não me peça pra fazer escolhas!
Escrito por Jésika Bassanezi às 22h57
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eu não sei se consigo detalhar o meu final de semana. não me lembro dele inteiro, pois grande parte estava bêbada fazendo coisas que não faria em sã consciência. sexta a noite começou a zona, baladinha insana com os amigos. entrei no vegas bebadinha, pois foi um dia difícil, só queria um tequinho de ‘graça’ pra esquecer todas as desgraças. umas dancinhas aqui, outras ali. encontro com amigo de twitter. depois de umas duas horas já não conseguia mais segurar a cerveja. plaft, quebrou! caiu no meu pé. moço do bar, peguei uma cerveja quebrada! rá-rá. eu troco. uns pegas no amigo que sente tesãozinho por mim quando bêbado e logo ele some, foi pegar macho. isso que eu chamo de um cara canalha. pega homem, mulher. . . vem outro, bonitinho e ordinário. digo que quero uma cerveja. uma cerveja pra mim, um cigarro roubado e um beijo ali e outro aqui e já quer me levar pra casa. no way, beibie. dormi na balada, paguei 100 pilas de conta. e casa. o sábado, foi mais ou menos assim. acordei as 14h. tomei banho e fui no boteco da esquina comer um coxinha e tomar um guaraná. numa ressaca sem fim. as 16h fui fazer um ‘depi’ básica. e as 18h já estava bebendo, novamente. bebi horrores, fumei horrores, ri e conheci varias mil pessoas. encontrei o advogado que foi defender meus amigos no dia do ‘padê’ na augusta, o sujeito me olhou com cara de ‘cafá’ quando eu disse "te conheço de algum lugar?!?". dancei funk, axé e pagode. depois fui sambar. o samba tava cheio demais, ai a gente ficou cinco minutos e fomos embora. fui comer um salgado horrível na ‘casa do pão de queijo’. depois, de brincadeira pedi dinheiro pra comprar comida, ai um gordo olhou para minha cara e perguntou "você quer uma comidinha?". quase respondi: não sua! fui pra casa de uma amiga. dormi e ronquei horrores. ai eu acordei e fui embora a pé. cheguei em casa, arrumei o quarto, fiz meu almoço, tomei banho e fui dormir. quando acordei, minha mãe me deu uma lição de moral. disse em outras palavras que sou uma vagabunda e que não quero fazer o trampo de casa. ai eu falei pago 100 pilas pra não fazer nada. ‘okay’. então, assisti 'noites de tormenta', que é um lixo de filme. Onde a mulher transa fazendo cara de quem tá batendo um bolo. depois assisti os simpsons e fui dormir. na segunda, indo trabalhar, uma mulher imbecil pediu pra eu dar o meu lugar para um velho esclerosado. e ela ficou cheia de ‘rei na barriga’ porque fez a boa ação do dia. e eu fiquei pensando o que esses velhos vem fazer no trem na hora do rush? que inferno! e essa moça que não deu, nem bebeu no fim de semana. quer fazer boa ação? não anda com essa cara de cu, ajuda um cão e não joga lixo na rua. o velho tinha uma coisa nojenta dentro do olho e sentia pena de si, num gosto de gente assim. ai eu fiquei mascando um chiclete no ouvido da mulher como forma de vingança. quando cheguei na trabalho fui resolver as coisas todas e em menos de cinco minutos já pedia outro final de semana. e o meu cérebro gritava “willio, cidão. desce mais uma?!?!? (para você bolzan, que tenta fugir da desgraceira, mas já sabe que ela tá impregnada em você. obrigada pelo cachecol, dou um cheiro em você todos os dias!)
Escrito por Jésika Bassanezi às 00h50
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ALTA ROTATIVIDADE NO CEMITÉRIO DE AMORES
Agora renova o gloss-urucum no espelho das ruas. Pensa nos homens como um cemitério de sapatos que poderiam estar naquela vitrine. Os homens são apenas um cemitério de sapatos que ficam embaixo das camas enquanto nos comem ou nem isso. Sapatos de bicos finos. Sapatos bem engraxados. Sapatos sujos na poeira do trabalho e dos dias. Sapatos cujos bicos já pedem água. Sapatos de todos os números. Quantas vezes, como num mergulho, numa vertigem, avistara aquele cemitério de homens mortos de véspera na sua memória. “Os homens já sobem mortos para as nossas camas”, pensava ela. Ela sempre gostou de dormir bem na beirada da cama, quase como se imaginasse que cairia dali em sonhos e seria levada por mares artificiais de filmes.
Por Xico Sá (Roubei o texto do Xico, porque é pra mim e pra mais meia dúzia de meninas que sabem o que sabem ou acham que sabem)
Escrito por Jésika Bassanezi às 22h59
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