Amor e Outros Desastres


Ajuda do revisor do Word, hoje: Se “porra”estiver completando o sentido de “arranjar”, use crase.

Entenda como quiser, isso me ajudou mais do que meu horóscopo mensal!



Escrito por Jésika Bassanezi às 02h21
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Essa podia se chamar assim: Lobotomia das férias, dos homens e de tudo que acaba

Poxa, faz um tempão que não utilizo meu talento à la junkie Carrie Bradshaw (como um amigo denomina o santo que baixa em mim quando escrevo sobre relacionamentos modernos)  para falar sobre as coisas que esse blog nasceu para falar, ou melhor reclamar: love and other disasters. Mas cá estou eu, no inicio de um ano que promete, jura pra mim e faz figa pra dar certo e errado, os amores e seus já esperados desastres, que nascerão em 2010. Sim, ‘RÃO’, da conjugação do verbo nascer no futuro PERFEITO. Porque, pegar ex-qualquer-coisa ficou no passado, é tão coisa de 2009. Agora os desastres, erros, são sempre esperados, de velhos, novos e qualquer tipo de relacionamento que exista neste mundo. Não errar, é tipo, querer excluir alguma coisa de um combo de um fast food. A gente só quer o lanche, mas se descartar a coca-cola e as fritas sai tudo pelo mesmo preço. Ou seja, a gente só quer O CARA, mas no pacote sempre está incluído uma vagabunda pra furar nossos olhos, ou o jogo do time do coração pra ver no aniversário de dois meses de namoro, mesmo se você se esforçar pra ser perfeita essas coisas impostas pelos astros e cosmos estarão lá. #desastres. Mas, mesmo assim quero um ano de muito fast food, o combo inteiro, sem problemas! Estou curada mentalmente e sei que esses adjacentes do amor são necessários para estruturar um relacionamento. Onde eu me emperro, mesmo, é no momento de conquistar e conhecer o sujeito, sabe? Mas eu decidi me empenhar nisso totalmente. Vou seguir uma receita milenar que ajudou muitos solteiros do mundo a nunca mais ficar na febre do rato, na seca, no zero... Vou largar a comida caseira e o ambiente aconchegante da casa da mamãe, pra ter mais oportunidades pra fazer isso, ou aquilo, a coisa toda.. Sabe pra!?... Foder. A gente quer um monte de coisas, mas no final esse monte de coisas resultam numa coisa só: foder. Por que vou sair do conforto do meu lar e morar com um amigo libriano? Independência? Exercitar a paciência? Não. Por que me separar dos cafunés verdadeiros da minha mamãezinha querida?Maturidade? Sensatez? Não. E por que abandonar o ‘eu te amo’ sincero dos familiares? Crescimento espiritual? Desapego maternal? Não. Meus amigos, a verdade é que é tudo em prol de uma fodidinha longa e sincera. Lembrando que sinceridade não tem nada a ver com amorzinho, monogamia ou dormir de conchinha. Vamos lá, descordem, please, é tudo que peço. Mas pra mim, nas minhas crenças, a verdade é que: Eu me arrumo, trabalho, tomo banho, escovo os dentes, me depilo, sou simpática. Pra que? Por que quero ser miss universo? Por que sou bacana? Por que quero que o mundo me aceite? Não. Não. E não. Eu só quero foder. No final, é isso, só isso, simples assim. E você também. Quando faz essas coisas todas também está pensando nisso, ou melhor, naquilo. Mudar de casa, comprar uma cama de casal e lingeries novas, sempre ter camisinhas na gaveta do movelzinho ao lado da cama, fazer um curso de culinária, compartilhar as melhores histórias do arquivo mental com o tal carinha (o upgrade de um relacionamentos é vender o próprio peixe: VOCÊ, contando histórias que valorizem seu pontos positivos, mesmo que elas seja proibidas para menores de idade, tipo, “eu já participei de uma ménage”, “sou a favor de beijar mulheres em momentos de embriaguez”, “já tive relacionamentos abertos” e por ai vai... ), o curso de risadas (utilizando, normalmente, com caras que fazem piadas sem graças e preconceituosas, mas você ri porque está muito a fim de trepar), usar a frase ‘eu pago hoje’ – todo o começo do mês, talvez. Meus amigos, vejam só esse teatrinho todo. Pra foder, gastamos um dinheirão, colecionamos noites mal dormidas e fazemos coisas bem doloridas pra ficar sexy, porque a gente nem é tão sexy assim. Acha que alguma mulher anda com cobertura de chocolate, chantilly e um chicote dentro da bolsa? Não, ninguém gosta de lamber chocolate em cima de peito peludo. Cara out da realidade, me fantasiando assim, arrumada o tempo todo e sexy e independente. Sem saber que peido e enfio o dedo no nariz, nos momentos de verdade e cruelmente primata.Não estou dizendo que é impossível arranjar uma trepada sem esse artifícios e talz, o que digo é que ser quase de mentira facilita tudo: flertar, conversar, beijar e transar, tipo, incrivelmente mais fácil. Estatísticas cientificas mostram que um solteiro que mora sozinho já é considerado um partido 89,5%, mais pegável do que um que mora com os pais. Uma mulher que paga as saídas 15% das vezes, consegue prolongar um relacionamento em 75,3%%, comparado a uma que não paga nem uma bala pro cara. Onde eu ouvi essas estatísticas? Fontes fidedignas fizeram essas declarações nas mesas dos botecos que freqüento. Ninguém aceita a verdade, camarada. A menina que mora na casa dos pais, não usa sutiã nos momentos de lazer, como na hora assistir novela, e toma sopa de feijão feita pela vó, não é aceita da mesma forma que a independente, que não caga, conversa sobre tudo e nunca descorda e que ri como uma hiena que cheirou meio quilo de pó. E eu me importo com tudo isso, porque quero foder no meu apê, em cima da minha nova cama de casal king size, estremecendo as paredes da minha suíte. “Só os imbecis são seguros”. Happy new year para as incertezas, amor e todos o desastres.



Escrito por Jésika Bassanezi às 02h04
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É fácil criticar ou culpar um infeliz, sem entender o “por quê do quês”. É muito visível a capacidade das pessoas de ignorar a situação e só olhar pro próprio umbigo. E eu fico só olhando e sinto vergonha. Quando ele crescer vai matar, vai roubar e virar um cretino. E todo mundo só vai pensar “que filho da puta”. Sem saber de nada. Sem se lembrar de nada. É fácil enxergar o óbvio, afinal, qualquer um faz isso. Panorama raso. Saiba, se não mergulhar nisso tudo nunca vai saber, vai viver na incerteza. Vergonha de pertencer a essa gente. E assim, ao poucos se perde o respeito. Caga e dá descarga é assim que se faz com o que é problema. Ninguém quer ser a merda, mas no final quase todos somos. Se todos os problemas na vida fossem resolvidos com um botão de “foda-se”, a gente não precisaria ter cérebro. Triste por quem me fez sentir essa vergonha. E me fez perceber que é tudo de mentira (boneco de plástico). Não sou santa, e sim coerente. Vá a igreja, faça promessas e cumpra seu papel aqui como um bosta, é assim. Se perdeu? O seu caminho é o inferno, não adianta rezar, se for só uma repetição de palavras seguidas de palavras (em vão, acabou). Só sinta vergonha de tomar banho e continuar sujo. Por dentro você é podre, não vê, mas sente. É a falsidade a mentira que estampa o seu sorriso. Isso pode ser pior do que matar alguém. Eu sei, nunca segui exemplos, mas só queria acreditar num. Descobri porque ando com uma ânsia incrível, é você que me dá vontade de vomitar. Aprenda a ser humilde, de verdade, não só no dizer, que nisso nem deus acredita.

“...Compaixão é fortaleza; Ter bondade é ter coragem...” http://www.youtube.com/watch?v=7aJtKg9_g5A&feature=fvw



Escrito por Jésika Bassanezi às 00h33
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Não gosto de ficar com tédio. O tédio me faz ser uma mulherzinha mal educada e medíocre. Esse tédio me faz pensar em coisas que já deixei de pensar a um zilhão de anos. Me faz comer sem ter fome. E dormir sem ter sono. Estou há 48h sozinha, só comigo. O celular não toca, a TV parece mais patética do que homens fantasiados de bananas de pijama vendendo algodão doce na rua. E eu a personagem chata desse tédio, uma mulherzinha com a cabeça grande usando roupa de dormir há dois dias. Um conversa non sense no msm com um amigo qualquer, que nem é amigo, só me diz que a vida é cheia de papo furado e de gente de cabeça grande e vazia. A falta de álcool mostra a verdade: as coisas não são tão divertidas quando não se vê tudo laranja. Fim de semana chato, com uma pessoa sóbria, que só sabe reclamar e ser mal educada e comer como uma porca no cativeiro: ‘isso’ sou eu, de verdade.



Escrito por Jésika Bassanezi às 21h57
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A gente podia ser esse tipo de gente que procura explicação pra todas as dores do mundo, e quando da tudo errado culpa o pai e culpa deus, mas a gente sabe que todas as dores são necessárias, e que nós escolhemos tudo que acontece na nossa vida, e que é tomando muita paulada na cabeça que a gente aprende. A gente podia ser essa gente que encontra amor em qualquer fulaninho, mas a gente sabe que o amor está muito além de um beijo na boca de língua e algumas fodinhas. A gente podia ser igual essa gente que está feliz com o que tem porque deus quis assim e bláblá, mas a gente sabe que merece mais, muito mais e vai atrás.  A gente podia ser igual essa gente que é irritantemente burra e acha que isso é uma doença genética. A gente podia ser igual essa gente carente que acha que qualquer agrado a mais é uma declaração amor. Eu juro, que queria ser esse tipo de gente que tem o cérebro do tamanho duma noz e que nunca fica triste porque não sabe pensar, pra pensar em ficar triste. São eles os normais e eu sou a louca, maluca que fala o que não deve, come o que não deve, bebe o que não deve e pensa no que não deve. Vou comprar 5kg de burrice e um sorriso de plástico para ser normal igual a todos eles. #pensardói



Escrito por Jésika Bassanezi às 23h51
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