Bye, bye Johnny. Foi muito bom te conhecer, mas não foi dessa vez. Você é um cara gente boa e respeitador, como diria minha sábia vózinha. Johnny, bye, bye. Obrigada por ser um menininho direito e não passar a mão nos meus peitos. Foi bom cheirar o seu cangote e suas roupinhas lavadas pela mamãe. Achei genial nossas conversas descabidas e o ‘embassa’ pro tal beijo na boca. Mas, querido Johnny, quando te conheci estava tão bêbada e já era tão tarde que você não devia ter acreditado no meu sorriso bêbado e no meu hálito de trident misturado com tabaco. Querido Johnny, sou uma pessoa rigorosa em sã consciência e se tivesse te conhecido cinco horas antes e trocado apenas duas palavras com você teria fugido e corrido. Por quê? Quer que eu explique com fantoches? Você disse “eu ‘se’ sinto” e eu pensei OKAY. Você não sabia acentuar nenhuma palavra. Usava gírias irritantes e repetitivas. E tinha dificuldade em entender a diferença de ‘mas’ e ‘mais’. Querido Johnny, você me pegou numa fase ruim. Antes de acontecer um monte de coisa, que aconteeu na minha vida, eu não me importaria com nada disso, mas, agora, já cansei de caras como você. Que não tem perspectiva pra nada e vive dentro de um filme imbecil, comendo junkie food, roubando cigarros da mãe e fazendo lutinha com os amigos. Acredito que por ai tem um monte de menininhas doidas por você, mas eu, meu bem, gosto de ‘ homem macho’, não precisa ser bonitinho, só bonitinho, prefiro alguém que use vírgula e tenha lido pelo menos o ‘pequeno príncipe’. Sim, sim. Você não é pra mim. Quem sabe se eu tive quarenta e desesperada para dar. Mas agora não, não. Eu não sou pra você. E é só isso e pronto e acabou e agora #morri.
Escrito por Jésika Bassanezi às 22h51
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