É fácil criticar ou culpar um infeliz, sem entender o “por quê do quês”. É muito visível a capacidade das pessoas de ignorar a situação e só olhar pro próprio umbigo. E eu fico só olhando e sinto vergonha. Quando ele crescer vai matar, vai roubar e virar um cretino. E todo mundo só vai pensar “que filho da puta”. Sem saber de nada. Sem se lembrar de nada. É fácil enxergar o óbvio, afinal, qualquer um faz isso. Panorama raso. Saiba, se não mergulhar nisso tudo nunca vai saber, vai viver na incerteza. Vergonha de pertencer a essa gente. E assim, ao poucos se perde o respeito. Caga e dá descarga é assim que se faz com o que é problema. Ninguém quer ser a merda, mas no final quase todos somos. Se todos os problemas na vida fossem resolvidos com um botão de “foda-se”, a gente não precisaria ter cérebro. Triste por quem me fez sentir essa vergonha. E me fez perceber que é tudo de mentira (boneco de plástico). Não sou santa, e sim coerente. Vá a igreja, faça promessas e cumpra seu papel aqui como um bosta, é assim. Se perdeu? O seu caminho é o inferno, não adianta rezar, se for só uma repetição de palavras seguidas de palavras (em vão, acabou). Só sinta vergonha de tomar banho e continuar sujo. Por dentro você é podre, não vê, mas sente. É a falsidade a mentira que estampa o seu sorriso. Isso pode ser pior do que matar alguém. Eu sei, nunca segui exemplos, mas só queria acreditar num. Descobri porque ando com uma ânsia incrível, é você que me dá vontade de vomitar. Aprenda a ser humilde, de verdade, não só no dizer, que nisso nem deus acredita. “...Compaixão é fortaleza; Ter bondade é ter coragem...” http://www.youtube.com/watch?v=7aJtKg9_g5A&feature=fvw
Escrito por Jésika Bassanezi às 00h33
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Não gosto de ficar com tédio. O tédio me faz ser uma mulherzinha mal educada e medíocre. Esse tédio me faz pensar em coisas que já deixei de pensar a um zilhão de anos. Me faz comer sem ter fome. E dormir sem ter sono. Estou há 48h sozinha, só comigo. O celular não toca, a TV parece mais patética do que homens fantasiados de bananas de pijama vendendo algodão doce na rua. E eu a personagem chata desse tédio, uma mulherzinha com a cabeça grande usando roupa de dormir há dois dias. Um conversa non sense no msm com um amigo qualquer, que nem é amigo, só me diz que a vida é cheia de papo furado e de gente de cabeça grande e vazia. A falta de álcool mostra a verdade: as coisas não são tão divertidas quando não se vê tudo laranja. Fim de semana chato, com uma pessoa sóbria, que só sabe reclamar e ser mal educada e comer como uma porca no cativeiro: ‘isso’ sou eu, de verdade.
Escrito por Jésika Bassanezi às 21h57
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A gente podia ser esse tipo de gente que procura explicação pra todas as dores do mundo, e quando da tudo errado culpa o pai e culpa deus, mas a gente sabe que todas as dores são necessárias, e que nós escolhemos tudo que acontece na nossa vida, e que é tomando muita paulada na cabeça que a gente aprende. A gente podia ser essa gente que encontra amor em qualquer fulaninho, mas a gente sabe que o amor está muito além de um beijo na boca de língua e algumas fodinhas. A gente podia ser igual essa gente que está feliz com o que tem porque deus quis assim e bláblá, mas a gente sabe que merece mais, muito mais e vai atrás. A gente podia ser igual essa gente que é irritantemente burra e acha que isso é uma doença genética. A gente podia ser igual essa gente carente que acha que qualquer agrado a mais é uma declaração amor. Eu juro, que queria ser esse tipo de gente que tem o cérebro do tamanho duma noz e que nunca fica triste porque não sabe pensar, pra pensar em ficar triste. São eles os normais e eu sou a louca, maluca que fala o que não deve, come o que não deve, bebe o que não deve e pensa no que não deve. Vou comprar 5kg de burrice e um sorriso de plástico para ser normal igual a todos eles. #pensardói
Escrito por Jésika Bassanezi às 23h51
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Poema da Necessidade (Poema da obra Sentimento do mundo), de Carlos Drummond de Andrade
É preciso casar João, é preciso suportar Antônio, é preciso odiar Melquíades é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país, é preciso crer em Deus, é preciso pagar as dívidas, é preciso comprar um rádio, é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque, é preciso estar sempre bêbado, é preciso ler Baudelaire, é preciso colher as flores de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens é preciso não assassiná-los, é preciso ter mãos pálidas e anunciar O FIM DO MUNDO. *anuncia o “fim do mundo”, num cotidiano frenético.
Escrito por Jésika Bassanezi às 23h28
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Do Espírito/ Legião Urbana
Sai de mim Que eu não quero mais saber de você Esse eu te quero já não me convence mais E agora já nem me incomoda Sai de mim, não gosto de ser rejeitado E agora não tem volta Eu pego o bonde andando Você pegou o bonde errado Sua curiosidade é má E a ignorância é vizinha da maldade E só porque eu tenho não pense que é de mim Que você vai ter e conseguir o que não tem Só estou aberto a quem sempre foi do bem E agora estou fechado pra você Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você Não me procura não Você não vai me achar Você não consegue entender Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você Não me procura não Você não vai me achar Você não consegue entender
Escrito por Jésika Bassanezi às 16h00
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